sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Haikai #4

Alguns se sentem queridos mesmo sozinhos
enquanto outros se sentem sozinhos
mesmo em meio a uma multidão.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Conto de Fadas

E foram felizes para sempre.
E logo veio a segunda-feira, e com ela
vieram as palavras guardadas e não ditas.
Vieram as rugas, os quilos.

O que era adorável se tornou
insuportável.

Não vieram mais flores, nem
carinhos, nem tampouco
mensagens românticas.

Veio o marasmo, a rotina, o tédio.

Ela não era mais princesa
e tampouco ele um príncipe encantado.

E o fogo diminuía,
até que a chama, pequena e escondida
no coração se extinguisse. 

E o que era para sempre,
se tornou nunca mais.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Reminiscências

Fresta da janela,
luz que invade o escuro
e rasga o vazio.
Véu de noiva do sol.

Riso de criança na
manhã de natal.
O primeiro choro do
bebê aos ouvidos da mãe
de primeira viagem.

Terra molhada no jardim,
cheiro de infância.
Canções que nos fazem
lembrar de alguém.

Coisas simples que revelam
o amor.
Que revelam você.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Lembra-se?

Lembra-se dos sonhos e dos
planos que faziamos de mãos
dadas sob a luz da lua?

Lembra-se dos momentos em
que tudo parecia perfeito
e acreditavamos no futuro?

Lembra-se?

Agora levanta-te, dê-me
a mão. Vamos construir o
nosso porvir.

A felicidade não espera os
que vivem de lembranças...

Não me resignarei!

Não me resignarei!
seja meu grito
cotidiano.

Não me acomodarei
com a injustiça do
mundo nem com a
cobiça dos homens.

Prefiro me indignar,
me revoltar!

E quando a luta não
for possível, que eu
possa falar, gritar
a plenos pulmões:

Não me resignarei!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Por que se fecham os olhos?

Se fecham os olhos quando não se
quer ver a maldade.
Se fecham antes do impacto, antes
da dor, antes da morte.

Fecham-se tanto para matar a saudade
quanto para se lembrar de um tempo
bom que não volta mais.

Se fecham os olhos, porque quando
nossos lábios se tocam, nada mais
importa.